DO DSM À PRÁXIS EMANCIPATÓRIA: BIOPOLÍTICA, DOCILIZAÇÃO E A ÉTICA DA SINGULARIDADE NA CONDIÇÃO AUTISTA



DO DSM À PRÁXIS EMANCIPATÓRIA: BIOPOLÍTICA, DOCILIZAÇÃO E A ÉTICA DA SINGULARIDADE NA CONDIÇÃO AUTISTA
Alexandre Soledade de Paiva Ramos

07/04/2026
220-229
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Este artigo analisa a influência do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) na prática das Américas e do Brasil, contrastando-a com o recente endurecimento tecnocrático europeu. Através de uma lente foucaultiana e deleuziana, discute-se a transição de um sistema de controle biopolítico fundamentado no modelo determinista da doença. Aborda-se a inflação diagnóstica do DSM-5-TR e a resistência institucional do SUS e do Conselho Federal de Psicologia (CFP). A análise incorpora a proposta de revisão ética de Alexandre Soledade de Paiva Ramos (2025) e a decisão da HAS francesa (2026), estabelecendo o embate entre a Tríade Ética e os reducionismos (comportamentais e vinculares) como o divisor de águas da práxis terapêutica na condição autista. Conclui-se que a proteção ética do Estado brasileiro deve evoluir para políticas públicas propositivas para evitar o vácuo assistencial.
Ler mais...DSM-5-TR; BIOPOLITICA; TRÍADE ÉTICA; DOCILIZAÇÃO; AUTISMO
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