O CUIDADO INVISÍVEL: ENFERMAGEM, SUBJETIVIDADE E SOFRIMENTO PSÍQUICO



O CUIDADO INVISÍVEL: ENFERMAGEM, SUBJETIVIDADE E SOFRIMENTO PSÍQUICO
Fernando Sérgio Pereira de Sousa

02/06/2026
66-82
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Este capítulo analisa o Cuidado de Enfermagem como um trabalho historicamente invisibilizado, atravessado por relações de exploração, dispositivos de poder e processos de produção de subjetividade e sofrimento psíquico. A partir de uma abordagem crítica, fundamentada em Karl Marx, Michel Foucault, Christophe Dejours, Neusa Souza, Freud e Byung-Chul Han, e contribuições da psicanálise, discute-se como o cuidado, por seu caráter imaterial, relacional e emocional, é excluído das lógicas de valorização capitalista, sendo naturalizado como vocação e não reconhecido como trabalho. Examina-se o hospital como espaço disciplinar que produz corpos dóceis e subjetividades marcadas pela culpa, pela autoexploração, pelo machismo, pelo racismo e pelo sofrimento psíquico. Bem como, evidencia os atravessamentos de gênero e raça na constituição histórica da Enfermagem, destacando a centralidade das mulheres negras na sustentação do cuidado e a dimensão psíquica do racismo. Conclui-se que tornar visível o Cuidado de Enfermagem é um ato político e clínico, fundamental para a preservação da saúde emocional dos profissionais e para a construção de práticas emancipatórias no campo da saúde.
Ler mais...Enfermagem; Cuidado; Subjetividade; Sofrimento psíquico; Poder
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