DA MEDIÇÃO À REGULAÇÃO DAS APRENDIZAGENS NO ENSINO BÁSICO: UM CASO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Code: 260922973
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Título

DA MEDIÇÃO À REGULAÇÃO DAS APRENDIZAGENS NO ENSINO BÁSICO: UM CASO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Autores:
  • Gerson Chong

  • Elza Mesquita

  • Helena Botelho

  • Maria José Rodrigues

  • Ilda Freire-Ribeiro

  • Queli Ghilardi Cancian

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260922973
    Publicado em

    30/09/2026

    Páginas

    187-208

    Capítulo

    11

    Resumo

    Este capítulo discute a avaliação das aprendizagens no 1.º ciclo do ensino básico em São Tomé e Príncipe. Parte-se da ideia de que a avaliação cumpre uma função emancipadora quando deixa de operar exclusivamente como mecanismo de classificação e passa a informar a planificação, a diferenciação pedagógica, o feedback e a participação da criança no seu percurso de aprendizagem. A análise mobiliza os resultados de investigação de métodos mistos, assente na análise documental e em um questionário aplicado a dez docentes dos distritos de Água Grande e Mé-Zóchi. Observa-se uma valorização declarada da avaliação formativa: 80% consideram-na mais eficaz do que a sumativa e 90% afirmam adaptar a avaliação às necessidades individuais. Os dados revelam ainda uma tensão entre discurso e operacionalização. A medição do desempenho é identificada por 80% como finalidade principal da avaliação; as provas escritas são o método referido; o feedback é predominantemente coletivo; e apenas 20% indicam que a avaliação influencia totalmente o planeamento das aulas. A carência de recursos, a dificuldade de construção de instrumentos, a resistência à mudança, a pressão por resultados e a insuficiência de formação são obstáculos interdependentes. Sustenta-se que a mudança requer uma ecologia de avaliação que articule políticas, liderança pedagógica, desenvolvimento profissional, recursos, participação das famílias e práticas de sala de aula. A pertinência do caso santomense para os PALOP reside na possibilidade de interrogar, sem generalizações indevidas, como os sistemas educativos de matriz lusófona podem transformar orientações normativas em rotinas avaliativas inclusivas e contextualizadas.

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    Palavras-chave

    Avaliação das aprendizagens; Avaliação formativa; PALOP; Ensino Básico; diferenciação pedagógica

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